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25 de Março de 2019

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Redação
12:09
13/03/2019

Dormir mal pode ter o mesmo efeito para o cérebro que beber demais

Falta de atenção, dificuldade para focar em questões específicas, demora para processar informações e reagir: de acordo com um estudo, ficar muito tempo sem dormir ou não descansar o suficiente tem efeitos sobre o cérebro parecidos com os do álcool.

A conclusão vem de uma pesquisa feita na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) e publicada na Nature.

O neurocirurgião Itzhak Fried coordenou a pesquisa, que monitorou a atividade cerebral de 12 pacientes com epilepsia que se preparavam para cirurgias.

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(Fotos: Reprodução / Ucla)

Eles precisavam passar algumas noites no hospital, com eletrodos ligados aos cérebros, para localizar a origem de suas convulsões.

Como elas podem ser provocadas pela falta de sono, os pacientes passaram várias horas sem dormir para tentar agilizar os estudos.

A equipe do Dr. Fried aproveitou o monitoramento para fazer testes com os pacientes, mostrando imagens diferentes e pedindo que eles as classificassem em categorias o mais rápido possível.

Os cientistas prestaram atenção especial ao lobo temporal, parte do cérebro que regula a percepção visual e a memória.

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Os pesquisadores perceberam que a atividade se tornou mais difícil à medida que os pacientes ficavam mais sonolentos, e que a atividade cerebral foi claramente impactada pelo cansaço.

“Em vez das reações rápidas usuais, os neurônios responderam devagar e com menos força, além de as transmissões levarem mais tempo que o comum”, disse Fried.

Ainda segundo o neurocirurgião, a falta de sono diminuiu a capacidade de decodificar as informações e de transformar estímulos visuais em pensamentos, de forma parecida com o que acontece depois de ingerir grandes quantidades de álcool.

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De acordo com Fried, as conclusões são preliminares, pois o grupo de 12 pessoas não é grande o suficiente para se afirmar que os efeitos são similares ao que seria encontrado em um estudo maior.

Apesar disso, ele acredita que seja necessário repensar a forma como se encarar a privação do sono, algo que tem se tornado cada vez mais comum.