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21 de Outubro de 2020

Icone show economia negociosEconomia & Negócios

Edição: Hugo Julião
18:21
13/10/2020

FMI: esperança para o Brasil e colapso na Venezuela

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta terça-feira (13) suas previsões para a economia mundial.

Segundo a instituição, a recessão causada pela pandemia de Covid-19 será menos severa do que o esperado em 2020.

Os números para o Brasil são menos pessimistas do que as estimativas anteriores.

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O FMI espera uma contração do PIB mundial de 4,4% neste ano, abaixo da estimativa de 5,2% avançada em junho.

A revisão em alta reflete dados econômicos melhores do que o esperado no segundo trimestre, particularmente em economias desenvolvidas da Europa, nos Estados Unidos e na China, onde teve início a pandemia.

A economia chinesa, aliás, é um das que apresentam as melhores perspectivas.

O fundo praticamente dobrou a previsão para o crescimento chinês para 2020, passando de 1% anunciado em junho para 1,9%, e apostando na recuperação do país que ficou praticamente paralisado no auge da pandemia.

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No caso dos Estados Unidos, a economia vai sofrer uma contração de 4,3% (contra os 8% anunciados nas previsões anteriores).

Mesmo assim, lembra Gita Gopinath, economista-chefe do FMI, “essa continua sendo a pior recessão vivida pelos norte-americanos desde a grande Depressão” dos anos 1930.

A entidade cita como causas de precariedade a disseminação contínua da Covid-19, o impacto da crise da saúde em setores-chave, como o turismo, e uma maior dependência de financiamento externo.

O fundo lembra que, com mais de 10,1 milhões de casos e quase 370.000 mortes, a região da América Latina e Caribe é a mais afetada pela pandemia, reunindo mais de um quarto das infecções e mais de um terço de todas as mortes por covid-19 do planeta.

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Para o Brasil, o fundo estimou uma contração substancialmente menor, de 5,8% (melhora de 3,3 pontos percentuais em relação a junho), e para o México, de 9,0% (+1,5%).

As projeções do FMI também são ligeiramente melhores para o Chile (-6,0% em comparação aos -7,5% em junho).

No entanto, pioraram para Argentina (-11,8% em comparação aos -9,9%) e Colômbia (-8,2% em comparação aos -7,8%).

De longe, o maior colapso da América Latina ainda é o da Venezuela, mergulhada em um desastre econômico desde 2013.

Para este país caribenho, o Fundo prevê uma contração de 25% do PIB, acima dos 20% estimados em junho.

Com informações da AFP/RFI