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28 de Janeiro de 2020

Notícias

Redação
20:50
14/01/2020

Negros e mulheres são maioria entre evangélicos brasileiros, aponta Datafolha

De Edir Macedo a Silas Malafaia, os rostos mais conhecidos do movimento evangélico podem até ser masculinos, e o mais comum é encontrar um pregador homem nos cultos.

Já nas filas para pedir bênção e entregar o dízimo são as mulheres que prevalecem neste que é o segundo maior bloco religioso do Brasil, com 31% da população.

Elas respondem por 58% desse naco religioso, seis pontos acima da parcela feminina do país (52%), segundo pesquisa Datafolha feita nos dias 5 e 6 de dezembro de 2019, com 2.948 entrevistados em 176 municípios.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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© AP

Entre as congregações neopentecostais, aba evangélica que contempla igrejas como a Universal do Reino de Deus e a Renascer em Cristo, a participação feminina atinge 69%.

A presença das mulheres nos templos evangélicos fica ainda mais evidente se comparada com o catolicismo –ainda a maior crença nacional, embora em contínua retração (preferência de 90% nos anos 1980 e 50% hoje).

Entre adeptos dessa fé, mulheres são 51%, e homens, 49%. Compatível, portanto, com a representação na sociedade.

O universo evangélico é também mais negro que o católico.

Somados, os que se declaram pretos ou pardos são 59% no primeiro grupo e 55% no segundo.

Já os brancos, no catolicismo, são 36%, contra 30% do outro grande front cristão.

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A porção de jovens crentes, como o grupo se autodenomina, é de 19% e pareia com a média nacional, 18%. 

Já os católicos nessa faixa etária (16 a 24 anos) são mais escassos, 13%.

Quanto mais velho for, maior a chance de preferir o papa a um pastor: 25% da turma com 60 anos ou mais segue a linha do Vaticano, e 16%, a evangélica.

As rendas familiares não diferem tanto assim entre um filão religioso e outro. Quase metade dos dois blocos ganha até dois salários mínimos, e 2% de cada um deles dizem viver com mais de 10 salários mínimos.

É no Norte que essa onda evangélica vem desaguando com mais força.

Empatado com o Centro-Oeste como área menos povoada do país, com 8% dos brasileiros cada uma, a região tem a maior proporção de fiéis (39%).

O Nordeste tem a menor (27%).

 

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