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11 de Dezembro de 2017

Saúde

ASN
16:17
05/12/2017

Gerência do Programa IST/Aids apresenta panorama da Aids em Sergipe

Desde o surgimento da doença, no final da década de 80, Sergipe registra 6.073 casos de Aids

 

O médico sanitarista e gerente do Programa IST/Aids, Almir Santana, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), esteve na manhã desta última segunda-feira, 4, no plenário da Câmara Municipal de Aracaju, onde apresentou um panorama da Aids em Sergipe, doença provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), que destrói as defesas do organismo, provocando as infecções oportunas e não tem cura, como frisou o médico em sua fala nesta manhã.

Almir mostrou que, desde o surgimento da doença, no final da década de 80, Sergipe registra 6.073 casos de Aids e pelo Sistema Único de Saúde (SUS) atende mais 164 pacientes que convivem com a doença vindos de outros estados como Bahia, Pernambuco e Alagoas.

Nesse mesmo período, o número de óbitos chega a 1.443, situação que vem arrefecendo ao longo dos últimos anos, a partir de tratamentos mais eficazes.

 

“Antigamente mais da metade dos doentes ia a óbito”.

 

Em Sergipe, 134 crianças têm o vírus HIV, sendo que mais de 40 delas têm a doença.

O médico revelou também que em se tratando de incidência, a capital naturalmente é a campeã, respondendo por 44,1% dos casos, seguida dos municípios de Nossa Senhora do Socorro, com 9,48%, e Itabaiana, com 4,50%.

Almir Santana derrubou, com números, o estigma que cerca a Aids e ainda a mistifica como uma doença relacionada à homossexualidade.

 

“A transmissão da doença é maior entre os casais heterossexuais, que somam 3.180 casos contra os 1.120 registrados em homossexuais.

As estatísticas indicam que todos nós somos vulneráveis ao HIV e que qualquer pessoa pode ser infectada, caso não se previna”, reforçou o médico, informando que os casos entre os bissexuais são 547.

 

Cenário da transmissão
Do plenário da Câmara, Almir Santana chamou a atenção dos parlamentares para um cenário comportamental da sociedade sergipana, que é preocupante, angustiante e fértil para a transmissão da Aids: as pessoas estão usando menos o preservativo, tendo mais parceiros sexuais,  jovens estão começando mais cedo a iniciação sexual e consumindo cada vez mais bebidas alcóolicas. O médico também destacou que mais de 50% dos jovens não usam a camisinha e os idosos estão cada vez mais ativos nas relações sexuais ocasionais e sem o uso do preservativo.

Outras ISTs
O gerente do programa também falou sobre outras doenças que são transmitidas pelas relações sexuais, a exemplo da sífilis, inclusive congênita, hepatites virais e HPV.

 

“A sífilis é a grande decepção, porque a doença que parecia sob controle epidemiológico apresenta uma incidência que preocupa, particularmente a sífilis congênita, que afeta os bebês e pode deixar sequelas para o resto da vida”, enfatizou Almir Santana.

 

Quanto às hepatites virais e HPV, são infecções que acarretam outras doenças. Um paciente com hepatite B e C pode vir a ser acometido de cirrose ou câncer, enquanto alguém com HPV (Papiloma Vírus Humano) pode adquirir neoplasia de colo de útero e de pênis. Almir foi à Câmara Municipal de Aracaju atendendo o convite da vereadora Kitty Lima.