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19 de Janeiro de 2019

Saúde

Redação
18:36
11/01/2019

SES alerta para o aumento de queimaduras por água-viva no verão

Com a chegada do verão ocorre o aumento das águas-vivas no litoral brasileiro, um fenômeno natural nesta época, por ser o período em que se reproduzem.

Porém, o crescimento desses animais marinhos nos mares, também conhecidos como medusas ou caravelas, significa mais pessoas atingidas e requer atenção e cuidados.

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(Foto: Gabriela Rosendo)

De acordo com o médico cirurgião geral e plantonista da cirurgia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), Marcos Rogério Kroger Galo, a lesão não é uma queimadura propriamente dita, tecnicamente trata-se de uma reação alérgica intensa reacional à toxina da água-viva que evolui com forte ardor, vermelhidão e desconforto na região afetada.

“Deve-se sair imediatamente da água, lavar o ferimento com água e sabão e colocar um pouco de vinagre. Água gelada alivia os sintomas. Em seguida procurar o atendimento médico clínico na urgência, principalmente se a área atingida for grande e o desconforto intenso.

Jamais colocar xixi, pois pode causar a contaminação da área. Geralmente em 24 horas o desconforto cessa, mas nos pacientes mais alérgicos a atenção precisa ser maior”.

 

Tipos de águas-vivas

Atualmente, existem cerca de 1500 tipos de águas-vivas catalogadas. Elas possuem consistência gelatinosa e o que causa os ferimentos são os tentáculos que liberam toxinas na pele. Essas toxinas são usadas por elas, como defesa e para captura de suas presas, de acordo com a espécie.

É importante frisar, ainda, que as águas-vivas podem queimar mesmo depois de mortas, por isso não convém tocar nestes animais, mesmo que estejam na areia da praia. Caso fique algum tentáculo no ferimento, é importante tirar com cuidado, utilizando uma pinça.

Fonte: ASN