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28 de Março de 2020

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Hugo Julião
00:20
16/01/2020

Rejeitado por ser surdo, cãozinho é adotado por homem com a mesma condição

Um cãozinho de apenas 11 meses já sentiu na pele a dor do preconceito e da rejeição.

Ele foi adotado na Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) de Florianópolis (SC) quando tinha apenas 45 dias de vida e cerca de 10 meses, após a família descobrir que o animal é surdo, devolveu-o à instituição.

Anteriormente batizado de Pirata, o cachorro teve sua história divulgada nas redes sociais e graças a alguém que estava do outro lado da tela, a vida do cãozinho encontrou um novo sentido.

Através de um amigo, o estudante João Gabriel Duarte Ferreira soube da história de Pirata.

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(Fotos: João Ferreira / Arquivo pessoal)

Encontro mais que perfeito

Felizmente, ele não era um simples candidato à adoção.

João, que também é doutorando em estudos da tradução na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é surdo e já tinha interesse em dar uma chance a um animal com as mesmas condições físicas que ele.

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Jögan e Gabi se deram bem desde o começo, afirma o tutor dos dois

Jögan

Pirata agora se chama Jögan, em alusão ao olho do personagem principal do anime Boruto. Ele ganhou uma nova e especial família. 

Além de João, o cãozinho agora divide o novo lar com os três companheiros de João, dois surdos e um filho de pais surdos, além da cadelinha Gabi.

Em uma entrevista ao portal G1, João contou que está correndo tudo bem com o processo de adaptação. 

“Estamos felizes com ele. E temos muita empatia nele, por causa da identidade surda. Ele está feliz, porque temos nossas estratégias de adaptação para casa. Para nós, surdos, com os nossos costumes. Como apagar e ligar luz toda vez pra chamar o Jögan como fazemos conosco”.

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O cãozinho Jögan num churrasco com a nova família, em Florianópolis

Sinais de Libras

O cãozinho, que está com a nova família desde a semana passada, já até aprendeu coisas novas. O estudante conta que ele é muito dócil e inteligente. 

“Ele já sabe alguns sinais de Libras [Língua Brasileira de Sinais] e desde quinta aprendeu os sinais de passear, pedir pra sair, esperar”, contou João.

Graças a solidariedade e compaixão dessa grande família de pessoas especiais, Jögan terá a oportunidade de conhecer o amor verdadeiro.

Fonte: Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda)