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20 de Abril de 2018

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Brasiliana Fotográfica
17:35
05/04/2018

A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos

Há cerca de 110 anos, em 11 de agosto de 1908, era inaugurada a Exposição Nacional de 1908, na região da Urca, no Rio de Janeiro, em comemoração ao centenário da Abertura dos Portos às Nações Amigas, decretada em 28 de janeiro de 1808, pelo então príncipe regente de Portugal, dom João de Bragança, futuro dom João VI (1767 – 1926)

(O Paiz, 11 de agosto de 1908)

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Ao fundo morro da Urca e morro do Pão de Açúcar. À esquerda, ancoradouro da Urca e à direita Palácio das Indústrias diante da Praia Vermelha. Pavilhão de Minas Gerais, Pavilhão de São Paulo, depois Pavilhão da Fábrica Bangu. Pavilhão do Distrito Federal não visível, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República

A exposição exibiu um “inventário” do Brasil através de seus produtos industriais, agrícolas, pastoris e artísticos. Promovida pelo governo federal, apresentou a cidade do Rio de Janeiro, recém urbanizada e saneada pelo então prefeito Francisco Pereira Passos (1936 – 1913) e  pelo cientista Oswaldo Cruz (1872 – 1917), respectivamente.

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O evento foi encerrado em 15 de novembro de 1908.

A Brasiliana Fotográfica lembra a iniciativa publicando um texto da historiadora Carla Costa, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal, ilustrado com fotografias de Augusto Malta (1864 – 1957), que pertencem à Coleção Família Passos.

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A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos

por Carla Costa

Na coleção Família Passos do Museu da República destacam-se as imagens realizadas por Augusto Malta (1864 – 1957), fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro, entre elas as fotografias sobre a Exposição Nacional de 1908 – Agrícola, Industrial, Pastoril e de Artes Liberais – comemorativa ao Centenário de Abertura dos Portos às Nações Amigas, localizada na Praia Vermelha, na região da Urca.​

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A exposição vista de fora, 12 de outubro de 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República

Nessa coleção temos as fotografias de construções imponentes da Exposição de 1908, em muitos estilos arquitetônicos, em particular o ecletismo, com destaque para a Porta Monumental, o Palácio da Indústria, o Pavilhão do Distrito Federal, o Pavilhão de São Paulo, o Pavilhão de Minas Gerais, o Anexo das Belas Artes, e o Pavilhão da Fábrica Bangu, além de panoramas e vistas de toda a área da Exposição com os morros e praias da região.

 

Porta Monumental 

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Porta Monumental da Exposição Nacional de 1908; à esquerda passarela do ancoradouro, ao fundo, Morro da Urca e à direita, Pavilhão de Minas Gerais, na Urca, 1908. Rio de Janeiro,RJ / Acervo Museu da República

A cidade do Rio de Janeiro depois da reforma urbana realizada na gestão do prefeito Francisco Pereira Passos (1936 – 1913), entre 1903 e 1906, passou a ser considerada a capital que encarnava a civilização dentro do Brasil, portanto lugar ideal para sediar uma exposição que mostrasse o progresso, a ciência e a técnica alcançados pela agricultura, pecuária, indústria e artes do país diante dos brasileiros e de outras nações.

 

Palácio da Indústria

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Palácio da Indústria com fonte com castelo de águas à frente do prédio, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República

A Exposição Nacional de 1908 foi o grande evento final do programa de reforma urbana e sanitária que transformou o Rio de Janeiro no sentido da modernidade cosmopolita: a construção do novo porto; a construção de avenidas retilíneas e largas – como Francisco Bicalho, Rodrigues Alves, Avenida Central e Beira-Mar; o aterramento de enseadas e praias; o desmonte do morro do Senado e parte do morro do Castelo; a abertura e embelezamento de praças e jardins – Praça Quinze, Tiradentes, Passeio Público e Campo de Santana; a derrubada de milhares de casas e habitações coletivas e a campanha de saneamento.

 

Pavilhão do Distrito Federal 

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Pavilhão do Distrito Federal, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República

A abertura dos portos ao livre comércio (1808) e mais tarde a declaração de independência (1822) romperam o pacto colonial Brasil-Portugal e inseriram o país na rede das economias capitalistas globais contemporâneas.

 

Pavilhão de Minas Gerais e Pavilhão de São Paulo

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Multidão em visita, à esquerda, ao Pavilhão de Minas Gerais e, à direita, ao Pavilhão de São Paulo, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República

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Teatro João Caetano

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Teatro João Caetano com escultura da alegoria da Dança na fachada superior, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República

Pavilhão da Fábrica Bangu

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Pavilhão da Fábrica Bangu, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República

Pavilhões das Máquinas

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Pavilhão das Máquinas, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República

Anexo Belas Artes

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Anexo Belas Artes, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República

Panoramas e vistas 

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À esquerda Palácio dos Estados, depois Pavilhão da Bahia, ao centro Pavilhão de Minas Gerais e à direita Pavilhão de São Paulo. Em primeiro plano, à direita pequeno Posto de Assistência Municipal e parte do Pavilhão do Distrito Federal. Fotografia de Augusto Malta. 1908. Acervo Museu da República

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Em primeiro plano à esquerda Exposição do Jardim Botânico com estufa; Pavilhão da Inspetoria de Jardim, Caça e Pesca; à direita Posto da Assistência Municipal, Pavilhão do Distrito Federal e Pavilhão dos Telégrafos e Correios. Ao centro Praça Brasil com um coreto. Em segundo plano, da esquerda para a direita, Pavilhão de Minas Gerais, Pavilhão de São Paulo, depois Pavilhão da Fábrica Bangu, e ao centro Pavilhão de Santa Catarina, Bar, Cinema e Pavilhão da Sociedade Nacional de Agricultura. Ao fundo, à esquerda, Pavilhão do Corpo de Bombeiros, Teatro João Caetano e Anexo Belas Artes, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República

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Multidão na Praia da Saudade caminhando em direção à Porta Monumental. Ao fundo morro da Urca e Estação marítima no ancoradouro da Urca; da esquerda para a direita, Pavilhão de Minas Gerais e parte do Palácio dos Estados e Porta Monumental, 1908. Rio de Janeiro, RJ /Acervo Museu da República