20 de Janeiro de 2021

Economia & Negócios

Edição: Hugo Julião
13:06
05/12/2020

Semana de quatro dias? A Espanha quer implantar em empresas no país inteiro

Um final de semana com 3 dias toda semana aumenta o nível de felicidade de todo profissional.

Empresas globais vêm testando o formato, pouco a pouco, e viram a satisfação e entrega dos colaboradores também aumentar.

Inspirada nesse movimento, a Espanha quer implantar um subsídio para as empresas do país que reduzirem a jornada de trabalho de seus colaboradores sem alteração de salários.

Barcelona (Foto: Albarrán/Getty Images)

Em paralelo, a cidade de Barcelona sozinha também segue com uma proposta regional similar.

“Temos que reconstruir nossa economia e a Espanha tem a oportunidade perfeita para a semana de quatro dias ou 32 horas”, disse Íñigo Errejón, político do partido espanhol Más País.

Ele acredita tratar-se de uma “política do futuro focada em aumentar a produtividade dos trabalhadores, melhorar a saúde física e a mental e reduzir o impacto no meio ambiente”.


 

No mundo, muitas corporações optaram por reduzir a carga horária trabalhada, sem subsídios.

A Microsoft instalou um plano piloto no Japão, no ano passado, e viu a produtividade crescer 40%.


A proposta espanhola se assemelha ao modelo alemão Kurzarbeit, que permite aos empregadores cortar parte da jornada e do salário enquanto o governo subsidia parte do prejuízo, só que de forma mais permanente.

Assim, os trabalhadores podem usar as horas livres também para aprender novas profissões.

Um dos obstáculos para trabalhar uma semana de quatro dias era entender a produtividade.

O que a pandemia fez foi mandar todo mundo para casa, e as empresas tiveram de encontrar um método alternativo para medir a produtividade", afirma Andrew Barnes, executivo que comanda uma organização sem fins lucrativos intitulada 4 Day Week.

Andrew Barnes, executivo da 4 Day Week (Divulgação)

"Muitas companhias fizeram isso. E então descobriram que as pessoas eram tão produtivas, embora não estejam nos escritórios.

As empresas apreciam a produtividade. E ganharam um nível de confiança - entenderam que na verdade podiam contar com as pessoas para fazer seu trabalho, mesmo que não fossem supervisionadas”, declara Andrew Barnes.


E a  Espanha não deve ser o único país a pensar essas mudanças.

Segundo Barnes muitos governos estão começando a pensar na ideia.

“Isso fez com que muitas empresas começassem a repensar como vão trabalhar. Eles sabem que não vão voltar ao que tínhamos antes.

Então, o que eles estão tentando fazer é dizer, bem, vamos pensar algumas das coisas.

Progressivamente, você está começando a ver algumas grandes empresas mudando para uma semana de quatro dias. E acho que isso vai acelerar”.

Com informações do Observador/Época Negócios

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