07 de Março de 2021

Notícias

Redação / Hugo Julião
06:57
26/01/2021

Israel fecha espaço aéreo por uma semana para afastar mutações do Covid-19

Israel fechou o maior a aeroporto internacional do país por uma semana para evitar a chegada de variantes mais contagiosas do coronavírus.

O fechamento do Aeroporto Internacional Ben Gurion, nos arredores de Tel Aviv, entrou em vigor à meia-noite.

A partir desta terça-feira (26) nenhum voo comercial internacional poderá desembarcar em Israel ou embarcar para o exterior.
 


O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a medida significa um “fechamento hermético” dos céus, mesmo que estejam previstas exceções como casos urgentes ou humanitários e voos que já estavam no ar quando o fechamento ocorreu.

Por motivos jurídicos, também será permitida a movimentação de aviões particulares.

Israel proíbe a decolagem ou o pouso da maioria das aeronaves por uma semana para impedir a propagação de novas variantes do coronavírus

Na semana passada, Israel já havia proibido voos do Brasil e da África do Sul por causa das novas variantes do coronavírus detectadas nesses países.

Israel também já havia decretado quarentena de 14 dias para todo e qualquer visitante, com exceção de quem mostrasse testes negativos de detecção do vírus de no máximo 72 horas antes do embarque.


Mas agora, a ideia é fechar o máximo possível as fronteiras até o fim de janeiro, prazo esse que pode até ser estendido.

A chefe dos serviços de Saúde do governo, Sharon Alroy-Preis, disse que o melhor seria fechar as fronteiras por algumas semanas para evitar que as variantes mais contagiosas do coronavírus entrem no país.

Desde o lançamento das vacinas há um mês, mais de 2,5 milhões de habitantes em Israel, de um total de nove milhões, já foram vacinados, disse o Ministério da Saúde (Oded Balilty/AP)

O temor é que essas variantes atrapalhem a campanha de vacinação, que é uma das mais avançadas do mundo.

Ainda não se sabe se essas mutações do Sars-Cov-2, o vírus que causa a Covid-19, são resistentes à atual vacina da Pfizer, a que está sendo ministrada nos israelenses.


A vacina parece ser eficaz contra a variante britânica, que já é responsável por 40% das infecções por coronavírus em Israel.

Mas parece ser menos eficaz contra a variante da África do Sul, que chegou ao país através de turistas israelenses que foram a Dubai depois do recém-firmado acordo de paz com os Emirados Árabes Unidos.

O objetivo, então, é tentar vacinar a maior parte dos moradores do país para tentar evitar que essas variantes coloquem a vacinação em risco.

Com informações da RFI

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