20 de Janeiro de 2021

Notícias

Edição: Hugo Julião
19:18
01/12/2020

ONU: 235 milhões de pessoas precisarão de ajuda humanitária em 2021

A crise causada pela pandemia de covid-19 fará com que 235 milhões de pessoas precisem de ajuda humanitária em 2021, uma alta de 40% em relação a este ano, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

As previsões constam em no relatório Panorama Humanitário Global 2021, que aponta que os países mais afetados serão Síria, Iêmen, Afeganistão, República Democrática do Congo e Etiópia.

A crise está longe de ter acabado”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado.

Devemos mobilizar recursos e sermos solidários com as pessoas na hora mais sombria de necessidade.”


Iemenita Samar Ali Ahmed, de oito anos de idade e pesando 9,5 kgs, é carregado pelo pai, na região de Hajjah, Iêmen (Foto: Essa Ahmed/AFP)

A entidade estabeleceu 34 planos de ação humanitária para 56 países em 2021, com a meta de ajudar 160 milhões de pessoas.

As demais serão atendidas por ações de outras organizações, como a Cruz Vermelha.


Guterres afirmou que pessoas de todos os países do mundo foram afetadas pelo impacto da pandemia.

Segundo ele, os mais vulneráveis estão sendo atingidos de forma desproporcional pelo aumento dos preços dos alimentos, queda da renda, programas de vacinação interrompidos e fechamento de escolas.

Acampamento na região de Idlib, na Síria, em 11 de julho de 2020 (Foto: Omar Haj Kadour/AFP)

O secretário-geral da ONU ainda lembrou que, pela primeira vez em 22 anos, a fome voltou a crescer globalmente.

O Banco Mundial prevê que 150 milhões de pessoas podem ser jogadas na extrema pobreza em 2021 por causa da pandemia - tendo menos de US$ 1,90 (cerca de R$ 10) para viver.

Refugiados da Etiópia atravessando fronteira para o Sudão (Foto: Hazim Elhag/Acnur)

Em 2020, os países doaram um recorde de US$ 17 bilhões para as respostas humanitárias da ONU, uma alta de 6% em relação ao ano anterior, segundo o relatório divulgado hoje.

“Uma escolha clara nos confronta. Podemos deixar 2021 ser o ano da grande reversão — a reversão de 40 anos de progresso — ou podemos trabalhar juntos para garantir que todos encontraremos uma saída para esta pandemia”, disse o chefe de ajuda humanitária da ONU, Mark Lowcock.

Com informações do Valor Econômico/ONU News

 

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