Saúde

Folha
11:58
05/07/2021

No Dia da Independência dos EUA, Biden pede vacinação para combater Covid

Em um evento na Casa Branca para marcar o 4 de julho, o presidente Joe Biden fez comparações entre a independência dos Estados Unidos, celebrada neste domingo (4), e a situação atual do país em relação à Covid.

Neste ano, o 4 de Julho é um dia de celebração especial porque estamos emergindo de um ano de pandemia, um ano de isolamento, um ano de dor, um ano de medo”, disse Biden.

"Hoje, estamos mais perto do que nunca de declarar nossa independência de um vírus mortal. A batalha contra a Covid-19 não acabou, ainda temos muito trabalho para fazer”, completou.

O democrata também exaltou a ciência e o esforço de vacinação para vencer o vírus e relembrou a chegada da variante delta, cepa mais contagiosa do coronavírus, pedindo a americanos que se vacinassem.

Durante seu discurso, Biden também agradeceu às pessoas presentes, aos militares americanos em missões fora do país e fez uma reflexão sobre os mais de 600 mil mortos pela Covid-19.

A cerimônia recebeu a presença de convidados — trabalhadores que ajudaram na resposta do país à pandemia da Covid-19 e familiares de militares, muitos dos quais foram vacinados e puderam celebrar sem máscaras, de acordo com a orientação oficial.

Além do discurso de Biden, também faz parte da celebração uma tradicional queima de fogos de 17 minutos.

Nos últimos meses, existia a expectativa de que o feriado de 4 de Julho ganhasse destaque no calendário como festividade celebrada na ausência de muitas restrições.

Com o avanço da imunização, a intenção da Casa Branca foi comemorar a data como o começo “do verão da liberdade” e também como um marco da "independência da Covid-19”.

Mesmo assim, ainda pairam no ar preocupações com a variante delta e com a diminuição do ritmo de vacinação no país.

 

Em março, o presidente já anunciava o 4 de julho como a virada de página da crise sanitária, mas vislumbrava festas mais modestas, com família e pequenos grupos de amigos.

No início de maio, após conseguir aplicar 200 milhões de doses nos seus primeiros cem dias de governo, cercou-se de otimismo e prometeu que 70% dos adultos estariam vacinados com uma dose até o feriado da independência.

Porém o democrata não conseguiu cumprir a meta —o índice ficou em torno de 67%.

Se contar os totalmente vacinados, o patamar é de 58% entre aqueles que têm 18 anos ou mais, e de 47% se considerada toda a população americana.

A rápida disseminação da delta também levantou preocupações entre as autoridades de saúde pública, que temem que novos surtos possam ocorrer em partes do país onde as taxas de vacinação permanecem relativamente baixas.

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