Saúde

Revista Oeste
09:42
16/06/2021

‘Somos contra a obrigatoriedade da vacina’, diz presidente do Conselho Federal de Medicina

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, concedeu entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta terça-feira, 15.

Durante a conversa, o cirurgião geral falou sobre os índices de mortalidade do novo coronavírus, a obrigatoriedade do uso de máscara, as medidas restritivas e as campanhas de vacinação.
 


Na avaliação do Conselho Federal de Medicina, não é possível decretar o não uso de máscara no Brasil.

“Nossos dados epidemiológicos não apontam nessa direção [de afrouxar medidas de contenção da doença]”, afirmou Ribeiro.

Defendemos distanciamento social, uso de máscara, não aglomeração, higiene das mãos e medidas restritivas.”

De acordo com o cirurgião geral, o Conselho Federal de Medicina é terminantemente contra a obrigatoriedade da vacina contra a covid-19.

As pessoas precisam ter liberdade de escolher aquilo que é mais apropriado”, afirmou.

Cabe a entidades relacionadas à área da saúde convencer a população de que é importante tomar a vacina.”

O presidente do CFM argumenta, ainda, que os indivíduos têm de ser avisados sobre os riscos inerentes aos imunizantes, porque trata-se de substâncias que serão inoculadas em pessoas sãs.

Os cidadãos têm direito de negar a vacina”, asseverou.

“Porém, o Conselho Federal de Medicina é favorável à vacinação, pois é a única forma de prevenção da covid-19.”

 

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O presidente do CFM argumenta, ainda, que os indivíduos têm de ser avisados sobre os riscos inerentes aos imunizantes, porque trata-se de substâncias que serão inoculadas em pessoas sãs.

Os cidadãos têm direito de negar a vacina”, asseverou. “Porém, o Conselho Federal de Medicina é favorável à vacinação, pois é a única forma de prevenção da covid-19.”

Na avaliação de Ribeiro, a covid-19 é uma virose altamente transmissível, mas de baixa mortalidade.

Provavelmente, a doença tem índice de mortalidade abaixo de 1%”, afirmou. “No entanto, em razão da alta capacidade de transmissão, os números absolutos de mortes são inaceitáveis”, explicou.

De acordo com o presidente do CFM, criou-se no Brasil um ambiente desfavorável ao combate à doença causada pelo novo coronavírus.

As pessoas atacam o presidente da República e os profissionais que passaram pelo Ministério da Saúde”, criticou. “Mas eles não são responsáveis por morte alguma.”

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