Saúde

Revista Oeste
08:12
23/06/2021

Universidade de Oxford testa ivermectina no tratamento contra a covid-19

Nesta quarta-feira (23) a Universidade de Oxford, no Reino Unido, afirmou que está testando o medicamento antiparasitário ivermectina como um possível tratamento contra a covid-19.

Isso ocorre no âmbito de um estudo com o objetivo de ajudar pacientes a se recuperar da doença em ambientes não hospitalares.



Batizado de Principle (Princípio), o estudo apoiado pelo governo britânico já mostrou que os antibióticos azitromicina e doxiciclina eram, em geral, ineficazes num estágio inicial da covid-19.

"Ao incluir a ivermectina num estudo de larga escala como o Principle, esperamos gerar evidências robustas para determinar quão eficaz é o tratamento contra a covid-19 e se há benefícios ou malefícios associados ao seu uso", afirmou o pesquisador Chris Butler, colíder do estudo.

Estudo mostrou que o uso antecipado do medicamento pode reduzir a carga viral do novo coronavírus.

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A equipe da Universidade de Oxford responsável pelo estudo Principle afirmou que um dos motivos de ter selecionado a ivermectina para testes foi o fato de o fármaco estar disponível globalmente e ser relativamente seguro.

O medicamento é usado contra piolhos e sarna e no tratamento de doenças parasitárias como oncocercose, elefantíase, pediculose, ascaridíase e escabiose.

A ivermectina é o sétimo tratamento a ser investigado no Principle, e está sendo avaliado juntamente com o medicamento antiviral favipiravir.

De acordo com a emissora britânica BBC, a ivermectina será ministrada em pessoas com mais de 50 anos e sintomas da covid-19 para verificar se ela é capaz de evitar hospitalizações.

Pessoas com condições hepáticas graves, que tomam o medicamento anticoagulante varfarina ou outros fármacos que se sabe que interagem com a ivermectina, serão excluídos do estudo.

 

Segundo a Universidade de Oxford, a ivermectina resultou numa redução da replicação do coronavírus em testes de laboratório.

Além disso, um pequeno estudo piloto apontou que ministrar o medicamento na fase inicial da doença poderia reduzir a carga viral e a duração dos sintomas em alguns pacientes com quadros moderados de covid-19.

Com informações de agência internacionais e da Universidade de Oxford

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