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14/10/2025 15:41

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Caco Barcellos, Mariana Castro, Paulo Markun, Leonardo Foletto e Eugênio Bucci

Leonardo Foletto, Caco Barcellos, Mariana Castro, Paulo Markun, e Eugênio Bucci


Em homenagem aos 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog (1937–1975), um dos maiores símbolos da luta pela liberdade de imprensa no Brasil, o Instituto Vladimir Herzog realiza um evento especial que une memória histórica e tecnologia.

Com curadoria do jornalista Paulo Markun, a programação propõe reflexões sobre a trajetória de Herzog e debate como a inteligência artificial (IA) pode contribuir para a preservação da memória coletiva e o fortalecimento dos direitos humanos.

Programação

📍 30 de outubro – Vlado Presente: Quando a IA dá voz à memória

Em um contexto marcado pela disseminação de desinformação e pelo impacto dos algoritmos nas narrativas públicas, esta atividade propõe um experimento inédito: um chatbot treinado com reportagens, textos e depoimentos de Herzog responderá a perguntas do público em tempo real.

A iniciativa busca provocar reflexões sobre o potencial da tecnologia como guardião da memória histórica e instrumento de defesa da verdade.

  • Participantes:
    • Caco Barcellos – jornalista investigativo, repórter e escritor, conhecido por suas reportagens sobre violência policial e direitos humanos.
    • Mariana Castro – jornalista e editora-executiva da Fast Company Brasil, especialista em conteúdo digital e inovação.

📍 31 de outubro – Depois de Vlado: IA, ética e a construção da memória histórica

Mesa de debate dedicada a discutir os desafios éticos, técnicos e sociais do uso da inteligência artificial na preservação da memória coletiva.

O painel vai analisar como a tecnologia pode ser usada para preservar a história, promover o debate público e reforçar os valores democráticos.

  • Participantes:
    • Eugênio Bucci – jornalista, professor titular da ECA-USP, autor e ex-presidente da Radiobrás, com extensa trajetória na comunicação pública e editorial.
    • Leonardo Foletto – professor e pesquisador da ECA-USP, especialista em cultura digital, direitos na rede e movimentos de inovação aberta.

Convidados e especialistas

O evento contará com a presença de nomes de destaque no jornalismo e na pesquisa acadêmica, que ajudarão a contextualizar a importância de Herzog e sua contribuição para a democracia brasileira:

  • Paulo Markun – jornalista e biógrafo de Vlado, Retrato de um homem e de uma época e Meu Querido Vlado. Conselheiro do Instituto Vladimir Herzog.
  • Caco Barcellos – repórter premiado, autor de Rota 66 e Abusado, com trajetória marcada por reportagens investigativas.
  • Mariana Castro – especialista em conteúdo digital e inovação, com passagens por veículos como O Estado de S. Paulo, Editora Abril e The Intercept Brasil.
  • Eugênio Bucci – referência no debate sobre comunicação e ética, autor de O Estado de Narciso e membro de conselhos de instituições culturais.
  • Leonardo Foletto – pesquisador em cultura digital, fundador do BaixaCultura e integrante da Coalizão Direitos na Rede.

Sobre Vladimir Herzog

Vladimir Herzog foi um dos mais importantes jornalistas brasileiros do século XX.

Preso, torturado e morto pela ditadura militar em 1975, tornou-se um símbolo da resistência democrática e da luta pela liberdade de imprensa. Sua morte mobilizou a sociedade civil e marcou um divisor de águas na história política do país.

Da redação

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