Nesta quinta-feira, 13 de março, o Instituto de Promoção e Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) destaca a importância da conscientização sobre a endometriose, uma doença inflamatória crônica que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e pode comprometer significativamente a qualidade de vida.
O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são essenciais para um tratamento eficaz.
O ginecologista do Ipesaúde e especialista na área, Marco Salviano, explica que a doença atinge cerca de 10% das mulheres em fase reprodutiva:
180 milhões de mulheres no mundo são afetadas;
No Brasil, o número chega a quase 18 milhões, o que representa uma a cada dez brasileiras nessa fase.
A endometriose pode provocar dores intensas durante o período menstrual, podendo ser incapacitante. O médico destaca os cinco principais sintomas da doença, conhecidos como os “cinco D’s”:
Dor pélvica crônica;
Dor durante as relações sexuais;
Dor intensa na menstruação;
Dificuldade para engravidar;
Dor para evacuar e urinar durante o período menstrual.
Além disso, fatores como predisposição genética, alimentação inadequada, sedentarismo, estresse e privação do sono podem agravar a doença.
O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar a qualidade de vida da paciente. Para isso, são necessários exames de imagem como:
Ultrassonografia transvaginal;
Ressonância magnética da pelve.
Nos países mais avançados, o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico pode levar de 8 a 10 anos, devido à crença cultural de que a dor menstrual intensa é algo normal.
O tratamento da endometriose deve ser multidisciplinar, envolvendo profissionais como:
Ginecologista;
Nutricionista;
Fisioterapeuta;
Psicólogo;
Gastroenterologista e urologista, dependendo dos órgãos afetados.
Se a menstruação causa dor intensa e limitações, o bloqueio da menstruação é uma opção terapêutica reconhecida. Em casos mais graves, pode ser necessário um tratamento cirúrgico, que não implica, necessariamente, na retirada do útero.
A cirurgia visa remover as lesões, restaurar a anatomia da pelve e aumentar as chances de gravidez espontânea.
Mudanças no estilo de vida também contribuem para o controle da endometriose:
Alimentação anti-inflamatória;
Atividade física regular;
Suplementação com ômega-3 e antioxidantes.
O especialista Marco Salviano ressalta a importância de procurar ajuda médica no primeiro sinal da doença:
“Se a dor menstrual for intensa, impactar o dia a dia e levar a faltas no trabalho ou na escola, é fundamental buscar um profissional especializado. A endometriose tem tratamento e quanto mais cedo for diagnosticada, melhores serão os resultados”.
O Ipesaúde reforça a importância do acompanhamento médico, incentivando mulheres a buscarem diagnóstico e tratamento adequado para garantir mais qualidade de vida.
Com informações do Ipesaúde
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