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13/03/2025 16:46

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Endometriose

Nesta quinta-feira, 13 de março, o Instituto de Promoção e Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) destaca a importância da conscientização sobre a endometriose, uma doença inflamatória crônica que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e pode comprometer significativamente a qualidade de vida.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são essenciais para um tratamento eficaz.

Impacto da endometriose

O ginecologista do Ipesaúde e especialista na área, Marco Salviano, explica que a doença atinge cerca de 10% das mulheres em fase reprodutiva:

  • 180 milhões de mulheres no mundo são afetadas;

  • No Brasil, o número chega a quase 18 milhões, o que representa uma a cada dez brasileiras nessa fase.

A endometriose pode provocar dores intensas durante o período menstrual, podendo ser incapacitante. O médico destaca os cinco principais sintomas da doença, conhecidos como os “cinco D’s”:

  • Dor pélvica crônica;

  • Dor durante as relações sexuais;

  • Dor intensa na menstruação;

  • Dificuldade para engravidar;

  • Dor para evacuar e urinar durante o período menstrual.

Além disso, fatores como predisposição genética, alimentação inadequada, sedentarismo, estresse e privação do sono podem agravar a doença.

Diagnóstico e tratamentos

O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar a qualidade de vida da paciente. Para isso, são necessários exames de imagem como:

  • Ultrassonografia transvaginal;

  • Ressonância magnética da pelve.

Nos países mais avançados, o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico pode levar de 8 a 10 anos, devido à crença cultural de que a dor menstrual intensa é algo normal.

O tratamento da endometriose deve ser multidisciplinar, envolvendo profissionais como:

  • Ginecologista;

  • Nutricionista;

  • Fisioterapeuta;

  • Psicólogo;

  • Gastroenterologista e urologista, dependendo dos órgãos afetados.

Se a menstruação causa dor intensa e limitações, o bloqueio da menstruação é uma opção terapêutica reconhecida. Em casos mais graves, pode ser necessário um tratamento cirúrgico, que não implica, necessariamente, na retirada do útero.

A cirurgia visa remover as lesões, restaurar a anatomia da pelve e aumentar as chances de gravidez espontânea.

Estilo de vida e controle da doença

Mudanças no estilo de vida também contribuem para o controle da endometriose:

  • Alimentação anti-inflamatória;

  • Atividade física regular;

  • Suplementação com ômega-3 e antioxidantes.

Busca por atendimento especializado

O especialista Marco Salviano ressalta a importância de procurar ajuda médica no primeiro sinal da doença:

“Se a dor menstrual for intensa, impactar o dia a dia e levar a faltas no trabalho ou na escola, é fundamental buscar um profissional especializado. A endometriose tem tratamento e quanto mais cedo for diagnosticada, melhores serão os resultados”.

O Ipesaúde reforça a importância do acompanhamento médico, incentivando mulheres a buscarem diagnóstico e tratamento adequado para garantir mais qualidade de vida.

 

Com informações do Ipesaúde 

Da redação

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