Releitura de “Sign of the Times” é cantada pelo baiano Íkaro Mendes, que morou e trabalhou com música em Aracaju antes de ganhar projeção nas redes sociais
Uma versão em arrocha de “Sign of the Times”, sucesso de Harry Styles, ganhou repercussão nas redes sociais e alcançou milhões de visualizações. A releitura é do cantor baiano Íkaro Mendes e integra o projeto “Arrocha Internacional”, que transforma músicas conhecidas mundialmente a partir de elementos do gênero popularizado no Nordeste.
Natural de Cardeal da Silva, na Bahia, Íkaro também tem uma ligação com Sergipe. Antes da atual projeção nas plataformas digitais, o artista morou em Aracaju, onde trabalhou na produção de outros cantores, estudou e desenvolveu parte de sua trajetória profissional na música.
“Sign of the Times” ganha versão em arrocha
O maior destaque do projeto até agora é a releitura de “Sign of the Times”, música lançada originalmente por Harry Styles.
Na interpretação de Íkaro Mendes, a composição recebeu elementos do arrocha e da chamada sofrência, aproximando a canção pop internacional de uma sonoridade fortemente associada à música nordestina.
A versão ganhou espaço nas redes sociais, acumulou milhões de visualizações e começou a circular também fora do Brasil.
Segundo o artista, brasileiros que vivem no exterior estão entre os responsáveis por compartilhar o trabalho, que já chegou a públicos em países como Portugal, Itália e Estados Unidos. Influenciadores e páginas dedicadas à música também contribuíram para ampliar o alcance da releitura.
Projeto “Arrocha Internacional” já reúne dez releituras
A versão do sucesso de Harry Styles faz parte de um projeto mais amplo desenvolvido pelo cantor. Batizado de “Arrocha Internacional”, o trabalho já reúne dez releituras de músicas estrangeiras disponíveis nas plataformas digitais.
Além de “Sign of the Times”, o repertório inclui versões de “Lose Control”, de Teddy Swims, e “Heaven”, de Bryan Adams, entre outras canções.
A proposta é preservar elementos reconhecíveis das músicas internacionais ao mesmo tempo em que as composições recebem uma nova leitura a partir da identidade musical do artista.
“O Arrocha Internacional nasceu justamente dessa vontade de fazer algo diferente, de pegar músicas que eu já escutava, que fazem parte da história de muita gente, e trazer para a nossa linguagem. O arrocha tem uma força muito grande para transmitir sentimento, então eu quis experimentar isso com músicas internacionais”, explica Íkaro.
O cantor afirma que não esperava a dimensão alcançada pela versão de Harry Styles.
“Quando fiz ‘Sign of the Times’, não imaginava que fosse tomar essa proporção. Ver pessoas de outros países compartilhando, cantando e se identificando com uma versão em arrocha é uma sensação muito especial”, acrescenta.
Íkaro Mendes morou e trabalhou com música em Aracaju
Embora seja baiano, Íkaro Mendes construiu parte de sua trajetória profissional em Sergipe. Antes de desenvolver o projeto que atualmente circula pelas redes sociais, o cantor viveu durante um período em Aracaju.
Na capital sergipana, atuou na produção de outros artistas e se dedicou aos estudos e ao aprimoramento profissional no segmento musical.
O trabalho nos bastidores permitiu que acompanhasse diferentes etapas da produção artística antes de concentrar esforços na própria carreira como cantor.
“Sergipe faz parte da minha história. Eu morei em Aracaju, trabalhei com outros artistas, produzi, estudei e vivi muita coisa dentro da música. Foi uma fase muito importante para mim”, afirma.
Para Íkaro, a ligação com o estado permanece como parte de sua trajetória. “Poder hoje levar meu trabalho para outros lugares e saber que existe uma história construída também em Sergipe é muito gratificante”, completa.
Cantor aposta em arrocha para aproximar diferentes públicos
Com a repercussão de “Sign of the Times”, Íkaro Mendes pretende ampliar o alcance do projeto e apresentar o arrocha a públicos que ainda não têm familiaridade com o gênero.
A proposta do cantor é utilizar músicas já conhecidas internacionalmente como ponto de encontro entre diferentes referências musicais.
“Eu quero que as pessoas conheçam o meu trabalho, mas, principalmente, entendam que o arrocha pode chegar a qualquer lugar. A gente pode cantar uma música internacional com a nossa identidade, com o nosso sotaque, com a nossa emoção”, diz.
Para o artista, a circulação das versões fora do país reforça essa possibilidade. “Se o mundo está ouvindo, compartilhando e se emocionando, isso mostra que a música não tem fronteira”, conclui.
Com informações da Assessoria